Fica meio difícil as vezes sair do lugar comum, afinal vocês já devem estar cansados de ler, ouvir e ver sobre o tema, mas como neste espaço muita coisa não presta mesmo, vamos lá!
Para mim Michael Jackson morreu há pelo menos 20 anos. O cara talentoso que conheci quando eu era moleque não era aquele freak que fazia músicas chatas e se envolvia com denúncias dos mais diversos tipos nos últimos anos, porém, convenhamos. O cara é um mito.
O primeiro disco que tive na minha vida foi Thriller e este album é daqueles que exatamente todas as músicas são fantásticas. Esta obra vendeu 100 milhões de cópias e influenciou gente por toda a parte do mundo, definitivamente, para o bem ou para o mal é um marco na música.
Lembro que na Jacksonmania aqui no Brasil nos 80, todo mundo curtia o cara, desde os "função" lá do Coimbra até os incensados da classe média. Todo mundo queria ser Michael, dançar igual, se vestir igual e calçar meias brancas com sapato preto. Tinha até concurso de quem imitava melhor o cara na TV. A ganhadora era uma mina (mina?) que morava lá no bairro, quando ela passava na minha rua ficavámos encantados dizendo: "Olha aquela mina é artista!"
A produção de Jackson revolucionou na questão do videoclip como o vemos hoje. Até 82 o que se via mais eram os artistas fazendo um playback à frente de um fundo bizarro ou gravações de apresentações em programas e shows. Quando Michael entra com verdadeiros curtas-metragens musicais como Billie Jean, Beat it e Thriller, a visão de artista musical muda para todo mundo.
Até a questão de sua morte não deixa de ser inovadora. A notícia correu antes pelo Twitter, pelo msn e pelos sites sensacionalistas, antes de chegar na midiazona tradicional. Não, não era para ser como todo mundo.
O fato é que não podemos subestimar a importancia de Michael Jackson na história da música, ele realmente é um marco do ponto de vista da produção musical, da video arte e do comportamento. Talvez ele tenha misturado o melhor de James Brown com Elvis, sei lá, de forma que ele colocou sua marca na música para sempre.
Particularmente os 2 primeiros albuns de Jackson marcam minha história de formação musical, além, de me suscitar minha já exposta veia saudosista quando lembro de todos os meus amigos de escola e de rua dançando ao som do cara.
João Marcelo Bôscoli diz em uma coluna especial para folha que Jackson foi a "morte mais lenta da história do showbizz", talvez seja isso mesmo, mesmo porque a sua trajetória nunca foi comum.
E abaixo fica minha homenagem, em um clipe sensacional do cara com a participação da guitarra de Ed Van Halen.