365 dias
Eu agradeço pela porta fechada; Eu agradeço pelo açucar derramado na mesa de vidro; Eu agradeço pelo braço machucado com ferro quente; E pelas dezenas de pacotes de macarrão instântaneo; Sem contar as intermináveis latas de Atum em conserva; Eu valorizo as muitas contas para pagar; Assim como as camisas para passar; E as cuecas para lavar; Eu lembro com carinho das noites mal dormidas; E especialmente das noites não dormidas; Venero meu amigo MP3 player; E sou saudoso dos altos papos que tive comigo mesmo; Guardo com carinho a visão da cama desarrumada; Por vezes vazia, outras vezes nem tanto... E como esquecer das idas ao Mercado? Feito um cachorro perdido na passeata... Minha casa é como ninho de João-de-barro; Que aguarda a chegada da minha amada; Momento que está próximo... Os dois pontos piscantes do relógio me mostram isso; Mas não posso deixar de agradecer pelos momentos; Aqueles que estive comigo; Nos momentos que estive com outros; E que me transformaram em alguém menos racional; Enfim... Rogério de Oliveira Araújo E porque hoje estou irritantemente poético...
Escrito por oaraujo às 14h42
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|