Princípios da Não-violência
 
 
 
A violência e a injustiça não fazem parte apenas do dia-a-dia das grandes metrópoles, fazem sim parte de um mundo doente onde a lei do mais forte impera sobre todos os aspectos. Não se pede aos seres humanos uma passividade em relação as coisas que acontecem, o que se busca são atitudes firmes na busca por um mundo melhor.
 
Estou lendo um livro de 1977, que traz em suas últimas páginas alguns pensamentos sobre a prática da não-violência. A mudança tem de  vir em cada um de nós, quem sabe estas práticas não sejam um caminho. Não podemos encarar palavras somente como discurso, mas como instrumentos para a nossa melhoria pessoal e por consequência da sociedade como um todo.
 
Em minha opinião, os conceitos valem tanto em relação a nossa visão aos bandidos violentos como aos bandidos chapa-branca, tentei adaptá-las ao nosso cenário atual, onde vemos o crime organizado cada vez mais organizado, banqueiros que buscam seus lucros de forma ilícita e de políticos cara-de-pau.
 
Os conceitos falam muito da "firmeza-permanente" que é uma atitude de inconformismo diante de uma agressão violenta, seja ela física ou moral. O não-violento não foge, mas enfrenta a agressão de forma diferente. Quando Jesus recebeu o tapa no rosto ele nos disse para virar "a outra face" e não para chorando, lembro de uma outra história onde um homem ao andar na rua esbarrou com outro pedestre e recebeu o xingamento "Idiota", a resposta foi um gentil levantar de chapéu e a resposta "Prazer, meu nome é Jonh".  É na criatividade que se desarma o agressor.
 
Ai vão os pensamentos:
 
1 -     "Para se conseguir uma sociedade justa, devem existir meios melhores do que intrigas, complôs, golpes de Estado, torturas, assassínios e terrorismo. Para se atingir a justiça e a paz, é preciso encontrar meios justos e pacíficos. Sendo mais coerentes com fins desejados a longo prazo, esses meios devem ser mais simples e eficazes."
 
2 -     "A Firmeza-permanente não é de forma alguma, uma submissão covarde aos opressores. Ao contrário, ela se opõe aos violentos e tiranos com todas as forças. O humanista se esforça continuamente para superar o mal pelo bem, a mentira pela verdade, o ódio pelo amor."
 
3 -     "O violento tenta provocar o humanista para que ele abandone sua arma principal: O uso de uma firmeza-permanente."
 
4 -     "Em situação de fraqueza, uma "firmeza-permanente" é mais eficaz que a violência"
 
5 -     "Quem vence o opressor pela violência alcança uma vitória apenas parcial, pois ficaram as raízes da injustiça dentro do injusto que foi derrotao e dentro do vencedor que se libertou da opressão, pois ambos usaram da violência e guardaram dentro deles o mal que combatem."
 
6 -    "A firmeza-permanente não se restringe à legalidade, porque busca sempre a verdade e a justiça."
 
7 -     "A violência nasce do impulso de uma agressividade, que não foi ainda canalizada. Sendo irracional, ela leva ao ódio. A ação pela justiça tenta ser o resultado do predomínio da razão sobre o instinto, alimentado pela certeza de que todos somos irmãos."
 
8 -    "A violência é frequentemente impaciente. A firmeza-permanente se esforça para esperar e respeita as etapas. Os conservadores sabem contemporizar ou mudar quando lhes convém.";
 
9 -     " O importante não é ser valente de vez em quando, mas firme o tempo todo."


Escrito por oaraujo às 18h51
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O abraço

 
 
 
Reproduzo abaixo um texto de Eliane Cantanhêde sobre o abraço entre Fernando Henrique Cardoso e Lula no velório da ex-primeira dama Ruth Cardoso.
 
Visões políticas diferentes podem separar para sempre pessoas e torná-las inimigas mortais. A convivência civilizada mostra que é possível viver em um mundo onde as visões ideológicas são respeitadas e debatidas.
 
O Brasil, com FHC e Lula (lá se vão quase 16 anos) avançou em alguns aspectos, continua parado em muitos outros e precisa crescer em justiça social e educação para enfim tornar-se grande.
Apesar de tudo isso, esperamos que o abraço seja um simbolo de um país onde a ideologia política seja colocada de lado e o companherismo mostrado em momentos de dor torne-se também um método para fazer o Brasil avançar.
 
Utopia? Talvez...
 
O abraço
ELIANE CANTANHÊDE

BRASÍLIA - Mortes quase sempre geram muita tristeza, tréguas e pausas para pensar, mesmo nas mais conflagradas famílias. Foi o que a morte de Ruth Cardoso produziu, deixando como marca uma foto emocionante sob o ponto de vista humano e emblemática sob o político: a do abraço, em lágrimas, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva.
Um abraço de velhos companheiros, não de atuais adversários, e que não vai mudar a política em nada (principalmente diante das eleições municipais), mas mexeu com corações endurecidos e partidarismos inflexíveis no PT e no PSDB.
Aliados nos tempos do inimigo comum, a ditadura militar, FHC, Lula e seus respectivos grupos e partidos se distanciaram basicamente por diferenças de táticas políticas e de estratégia, aprofundadas ao longo do tempo pela disputa de poder. De aliados passaram a adversários e chegaram a inimigos, capazes de se ferirem cruelmente.
FHC e Lula são o que há de melhor na política brasileira, pela capacidade intelectual de um, a perspicácia do outro, a liderança e a excepcionalidade de ambos. FHC fincou as bases em praticamente todas as áreas para um país muito melhor do que encontrara oito anos antes. Lula pegou o bonde e acelerou.
Os avanços na economia e na gestão, porém, não refletiram em melhorias na prática política nem no refluxo nos escândalos. Os dois, entrincheirados em seus partidos e reféns de suas alianças, conviveram com erros bem parecidos. Mas é justamente por esses erros que se matam uns aos outros. O sujo falando do mal lavado. A diferença é que Lula e os petistas foram implacáveis contra FHC e os tucanos no poder, mas não suportam provar do próprio veneno. Virou uma guerra.
E, se o Brasil bateu no seu teto político com FHC e Lula, o que virá depois? A foto do abraço, tão forte, contundente, remete ao passado, mas não projeta o futuro.



Escrito por oaraujo às 18h07
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foto de citorax em 16/04/08
 
Trinta e poucos anos...
 
 
Quem diria que já passamos por 3 décadas?
 
Erámos bêbes quando Geisel passou o governo militar para João Figueiredo que entregou a contragosto o governo militar para um civil eleito por uma eleição indireta. Antes disso ainda vimos as Diretas já! Que para falar a verdade nem sabíamos muito bem o que era.
 
Em 78 nem lembramos, mas em 82 alguns têm a pouca lembrança da seleção. Vimos Zico, Sócrates e Falcão. Não vimos Pelé, mas vimos Maradona, vimos a bola bater na cabeça do Carlos em 86 e enxergamos estarrecidos a pior seleção brasileira de todos os tempos (a de 90) e a seleção mais guerreira - 94.
 
Passamos mas não lembramos de Elis Regina, muito menos Clara Nunes, nem Adoniram e que dirá Vinicius de Moraes.
 
Aprendemos a ler na Caminho Suave, fundamentamos na Coleção Vagalume, vibramos com os gibis da Mônica e entramos no Universo Marvel e DC. Rimos com o Bozo e ficávamos apreensivos com a brincadeira das latas no "Domingo no Parque". Não podíamos nos perguntar como uma ex-garota de programa foi transformada em "Rainha" das crianças no Brasil.
 
Vimos na TV, mas não participamos do Rock in Rio I, já o II a gente viu e gostou. Ficamos embasbacados com o Kiss no início dos 80, as meninas vibraram com o Menudo e os meninos usavam "mullets" igual o do Paulo Ricardo do RPM.
 
O Corinthians apresentava sua Democracia, o São Paulo os meninos do Morumbi, o Palmeiras amargava fila para sair em grande estilo em 93. Presenciamos ainda Neto, Van Basten, Gullit e Baresi, Taffarel, Romário e Dunga, Edmundo, Edu Manga, Baggio e Gamarra...
 
Presenciamos a ascenção e queda do Heavy Metal por muitas vezes, fomos na galeria com as escadas rolantes quebradas, pegamos ônibus trolebus...
 
Atentos vimos a primeira eleição direta para presidente depois de quase 30 anos. Participamos de um movimento para tirar o presidente que foi eleito naquela eleição. Vimos uma inflação de 1500% depois de fechar supermercados com uma tabela na mão e caçar boi no pasto, calculamos a URV depois na sequência fomos governados por um intelectual e um metalúrgico.
 
E o muro caiu, um chinês parou um tanque para ser morto depois, ficamos com medo da guerra no Kuwait e depois no Iraque, mas antes já haviam acontecido Malvinas e Irã x Iraque.
 
Nossa geração nem aproveitou direito. Apareceu a Aids e tivemos de nos adaptar e ver Freddy Mercury, Cazuza e Renato Russo irem embora.
 
Pagamos nossos lanches na escola com Cruzeiro, Cruzado, Cruzado Novo, Cruzeiro novamente, Cruzeiro Novo e entramos na universidade pagando as mensalidades em Real.
 
Vimos Legião, Titãs e Paralamas. Mas curtimos mesmo Sepultura, Raimundos e Skank. Vimos Kurt Cobain alucinado, Eddie Vedder perturbado e Axl Rose caindo de seu pendestal. Tudo isso enquanto o vinil saia de cena e dava lugar ao CD que agora sai correndo para ser consumido pela música digital.
 
Para nós, Chico, Gil e Caetano são senhores com um passado incrível do qual cultuamos. Rita Lee é uma senhora "louquinha" e Tom Zé um tiozinho meio sem noção.
 
Fomos chamados de geração X. Vimos uma nova constituição. Passamos por Reagan, Thatcher, Gorbatchev, Arafat, Yeltsin, George Bush I, Clinton, Blair e Sadam. E neste período todo convivemos com Fidel.
 
E o computador entrou na nossa casa, o telefone ficou mais fácil e o celular é peça do corpo. Criamos home-pages e entramos na Internet. Gente casou com outras que conheceram em Bate-papos. E hoje quase ninguém consegue viver sem msn...
 
Vimos terremotos, Tsunamis, Incêndios, mas nada até agora se compara a aviões batendo em edifícios, e em seguida um bombardeio a um país miserável na busca por um vilão mais perspicaz que Lex Luthor.
 
Assistimos às primeiras transmissões da MTV que de uma forma ou de outra ditou o nosso comportamento. Fomos em Shows, vimos os Ramones, vimos Iron Maiden sem e com Bruce, Vimos Rolling Stones 2 vezes e Deep Purple vemos todos os anos. Não nos lembramos de Jonh nem da Janis, só vimos o Paul cantando com o Michael.
 
Brincamos de Jogo da Vida, Pula Pirata, Acquaplay e War. Quebramos Joysticks de Atari e ainda temos dificuldades com Playstation. Muitos ainda brincaram de pião e bolinha de gude.
 
Não entendemos a morte do Chico Mendes e nem o Massacre da Candelária. Vimos uma organização criminosa parar uma cidade, coisa que nem Pablo Escobar havia feito. Acompanhamos a invasão do Carandiru e até hoje busca-se justificativas.
 
Vimos Guga gênio, vibramos com Ayrton, decepcionamo-nos com Rubinho e botamos uma fezinha no Massa. Não acreditamos no que o Ronaldo fez e esquecemos o Rivaldo.
 
O país pagou sua dívida, o risco país é abaixo dos 300 pontos, mas temos ainda crianças nas ruas, pobres desdentados e um caminho longo a percorrer.
 
Casamos, tivemos filhos, estamos solteiros, nos separamos, ganhamos e perdemos amigos, nossos pais estão velhos, muitos de nossos avós não estão mais aqui.
 
Afinal... Depois de tudo isso, somos felizes?
 
Acho que sim!


Escrito por oaraujo às 12h34
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Mediocridade
 
A definição de medíocre é o ser médio, ou seja, aquele que não é bom nem ruim, não é horroroso nem bonito, não fede mas também não é perfumado. Será que é bom ser medíocre?
 
O que se vê por ai ultimamente é a "Ode à medíocridade" gente que se sente bem em ser medíocre, em prestar um serviço medíocre, em viver em uma sociedade medíocre, aqueles que adoram trabalhar em empresas medíocres e que acima de tudo se acham... Sensacionais!
 
Veja durante todo o seu dia os mais diversos tipos de medíocridades existentes, parece que as pessoas adoram viver em um ambiente de passividade permanente, onde o ideal é não se comprometer, fazer o básico e nunca fazer a diferença.
 
Atualmente quem faz a diferença é visto pelos medíocres como aquele que quer puxar o tapete, o aparecido e porque não o que quer levar alguma vantagem. Certo é o medíocre que se esconde em sua insignificancia e vai vivendo sua vida sem se expor, sem buscar o algo mais, o diferencial.
 
O resultado disso tudo é uma sociedade burra e que se conforma com o "Vai ser sempre assim". De certo a falta de esperança é um sentimento que faz parte da caminhada do ser humano, entretanto, nossas vidas não podem ser regidas por um sentimento que joga as pessoas em uma situação de total apatia.
 
Veja só a qualidade dos serviços prestados em todas as áreas da sociedade. Desde a maior empresa até o boteco da esquina, o que se vê? Serviço mal feito, atendimento ruim e problemas não resolvidos. Isto acontece principalmente por conta da nossa tão citada medíocridade, quem presta serviço pensa "Ah tá bom" ou "Pr´a quem é tá bom" ou pior "Bom, já pagou mesmo..." O tão famoso senso de medíocridade. Pensa-se apenas em Prestar o serviço e não em Fazer o MELHOR serviço.
 
Existem ainda os medíocres que se acham os melhores! Estes são elementos perigosos. Já dizia um mestre meu. "Pior do que um incompetente é uma besta motivada!" São aqueles medíocres que fazem o básico, o mais do mesmo e vendem o resultado como se estivessem realizando a grande revolução mundial! Hoje este tipo de gente é facilmente reconhecido fazendo apresentações com muitos recursos gráficos e pouco conteúdo nas empresas.
 
E onde está o senso de fazer diferente, a vontade de proporcionar o algo mais? Talvez estejam perdidos nas mentes atrofiadas, nos bancos escolares, nos bares, nas ruas, nos olhares dos mais velhos.
 
Talvez a falta de vontade pode ter sua origem na falta de amor que as pessoas têm em realizar suas atividades ou em viver em sociedade. Como não há interesse pelo que se produz não é possível promover o novo.
 
Creio que já citei esta frase neste espaço mas vale a pena repetir:
 "SÓ FAZ DIFERENTE QUEM FAZ POR AMOR!"
 
Se falta amor não há evolução humana. Resta a medíocridade.


Escrito por oaraujo às 22h38
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E aê pessoas!
 
Segue abaixo algumas fotos que concorreram ao prêmio "World Press Photo" relativo ao ano de 2007, a primeira que vocês vêem foi a grande vencedora, as demais foram escolhidas em diversas categorias. Infelizmente grande parte delas mostra as mazelas do mundo, sejam guerras, atentados, problemas sociais. De qualquer forma são uma janela para reflexão do mundo em que estamos vivendo. Quem quiser ver mais é só entrar no link (http://www.worldpressphoto.org/index.php?option=com_photogallery&task=blogsection&id=18&Itemid=187&bandwidth=high )
 

>Tim Hetherington, UK for Vanity Fair. - Soldado americano exausto durante guerra no Afeganistão

John Moore, USA, Getty Images.  - Momento do atentado à ex-premiê do Paquistão Benazir Butho
 
 

Brent Stirton, South Africa, Reportage by Getty Images for Newsweek. - População do oeste do Congo carrega Gorila morto

Ariana Lindquist, USA. - Garota chinesa já apresentando os efeitos maléficos a cultura ocidental

Jeff Hutchens, USA, Reportage by Getty Images for CNN. - Urso polar sedado

 

Jean Revillard, Switzerland, Rezo.ch. - Moradia de imigrantes na França



Escrito por oaraujo às 12h37
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Praças públicas: Deposito de gente?
 

Guarda Civil Metropolitana expulsa moradores da Praça da Sé - fotos: Bijari

 
Uma parte de vocês sabem o quanto gosto de São Paulo, especialmente do centro velho da cidade. Existe neste perímetro uma beleza diferente, é aquela que é realizada pelas mãos do ser humano, que cria um habitat diferente transformando o espaço.
 
Não bastasse o descaso com a conservação urbanistica do centro, tenho visto com certa preocupação um aumento considerável do número de moradores de rua habitando as praças públicas. Mais do que um problema urbano, temos diante de nós um grave problema social, o fato é que as praças públicas principalmente do centro de São Paulo, transformaram-se em verdadeiros "Depósitos de gente".
 
Quem passa pelo centro durante a semana pode as vezes não perceber a quantidade de pessoas à margem da sociedade e também nas gramas ou nos calçamentos das praças. É simplesmente de arrepiar! Experimente transitar pelo perímetro central durante um final de semana e prestar mais atenção nos habitantes das ruas, você certamente se impressionará com a quantidade de pessoas jogadas.
 
O visual é horripilante mesmo. Existem famílias inteiras em farrapos, velhos desdentados, crianças remelentas, bêbados, pré-adolescentes sujos e cheirando todos os solventes do mundo, meninas de 13 anos com barriga de grávida, todos transitando nas praças do centro. Seja na Praça da Sé, no Vale do Anhagabaú, na Ladeira da Memória, no Largo de Santa Cecília, na Praça da República, no Parque da Luz, isto para ficar nas praças mais famosas. Há de se lembrar que as Praças da Sé e da República foram "recuperadas" a bem pouco tempo. A constatação: Esta gente ocupou o único espaço que ainda pode ser dela: A praça!
 
O filósofo já dizia: "A praça é do povo" e pelo jeito em São Paulo a praça é "Do povo da Rua". Os excluidos tomaram o único bem que ainda podiam fazer uso, uma vez que eles não têm nenhum outro bem que possa lhes dar alguma dignidade.
 
O problema: A situação miserável do cidadão da rua impede aos outros cidadãos de fazer uso do espaço urbano de maneira adequada, já que até por conta da situação, as praças são feitas de sala, cozinha e o pior, banheiro do excluidos. Não adianta esconder a praça fica um horror!
 
Não adianta fazer políticas higiênistas do tipo rampa anti-mendigo, banco anti-mendigo e outras invenções dos gênios liberais. Gente não é lixo, e eles se movimentam e se organizam novamente para tomar o seu espaço urbano. Engraçado como quando do evento da visita do Papa à São Paulo, os moradores de rua sumiram subitamente, onde estariam eles durante aquele período? O que fez a prefeitura na época? Colocou "a sujeira para debaixo do tapete"? O Papa não poderia ver o povo pobre...
 
É urgente para a recuperação das praças do centro que sejam criadas políticas de inclusão realmente sérias para os moradores de rua, as verbas gastas com obras poderiam muito bem ser primeiramente utilizadas para de alguma forma recuperar o povo da rua. O custo fica muito maior em fazer uma grande obra de revitalização urbana e dias depois a população ser impedida de utilizar o equipamento urbano porque o espaço esta tomado por outros cidadãos que não tem nenhum apoio para recuperação.
 
Em tempos onde muito se fala em reciclagem de lixo, recuperação de resíduos, consumo responsável e o caralho a quatro, parece-me um paradoxo muito complicado que a cidade não possua formas para efetivamente recuperar e reciclar gente.
 
É muita pretensão querermos reciclar resíduos e recuperar o espaço urbano se não sabemos o básico: Recuperar cidadãos e reciclar pessoas!
 
Ah sim: Descobri um site que fala sobre a questão da recuperação do centro e dos direitos humanos, ai vai o link para quem se interessar: http://dossie.centrovivo.org/Main/ApreSentacao
 
 
Grande Abrassssssss!!


Escrito por oaraujo às 12h47
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Rocket to Russia: O álbum fundamental
 
Photo
 
No primeiro texto que escrevi neste blog apontei que dificilmente escreveria sobre minhas experiências de vida, mas não há como falar de mim sem falar de Rocket to Russia, para mim, o melhor disco do Ramones e porque não o melhor disco de todos os tempos!
 
O fato é que em 2007 comemoramos 30 anos do lançamento do disco que influênciou gerações e gerações de punk rockers do mundo todo e em 2008 eu comemoro 20 anos da minha primeira audição desta obra prima!
 
A música que gerou curiosidade foi Surfing Bird que na verdade é um cover de uma música de surf dos anos 60. A remasterização e os remixes chamaram-me a atenção. Eu ouvia a música na rádio mas não podia imaginar que um vizinho meu tinha o disco. Foi piração total! Eu e meu amigon Marquinhos invadimos a casa do cara para gravar a música em fitas cassetes. A partir desta data do hoje longinquo 1988 eu entendi: "É isso que eu quero ouvir".
 
Rocket to Russia tem pouco mais do que 30 minutos, mas todos os sons são sensacionais e o mais importante: Todas as guitarras que você ouve hoje em dia têm de alguma forma alguma influência de Ramones, tudo parece tão simples, mas tocar simples em 1977 no auge da Disco Music e dos sons piradões não era fácil.
 
O disco começa com Cretin Hop, os Ramones chamam a sociedade de cretina e ousam dizer "Todos os bons cretinos vão para o céu!". Em outro momento eles simplesmente dizem que "Não estão nem ai" com I dont care, (Importante dizer que I dont care foi plageada pela Legião urbana na música "Que país é esse?", fato assumido pelos próprios membros da Legião). Em seguida criticam a tradicional família americana com "We´re happy family, para logo depois afirmar que o que querem mesmo é estar bem com "I wanna be well".
 
Meu, ainda têm os sucessos Rockway Beach, Sheena is a punk rocker, Surfing Bird, e mais uma cover de "Do you wanna dance", sem contar que de quebra ainda rola "Ramona", música que muito tempo depois foi profanada pelos Raimundos que fizeram uma versão chamada "Pequena Raimunda".
 
A capa mostra os Ramones em sua pose clássica: Largados e encostados em um muro qualquer do Queens, a contracapa é hilária, é um desenho do globo com um pinhead em cima de um foguete vendo lá de cima os continentes com seus insólitos personagens.
 
O disco tem ao todo 14 sons da melhor qualidade o que torna Rocket to Russia uma obra prima do rock. Tão importante é o tal do Ramones que eles foram citados como referência por U2 e Pearl Jam, Joey Ramone é nome de Rua no Queens e meninos e meninas de 14 anos que nunca viram o Ramones são fans de carteirinha!
 
Muito do que sou hoje no meu modo de vida, certamente tem como ponto de partida o verão de 1988 quando ouvi este disco. Rocket to Russia foi uma espécie de portal para uma experiência que continua até hoje!
 
Quem tiver curiosidade busque para ouvir, quem quiser comprar é bem baratinho, se você curte rock não morra sem ouvir Rocket to Russia! (O meu CD eu não empresto!)
 
 
Grande abrassssss!


Escrito por oaraujo às 22h38
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Feliz 2008!

 
Bom, vai chegando o final do ano e todos vamos de uma forma ou de outra e em menor ou maior grau nos revestindo de uma certa esperança, algo como o fechamento de um ciclo, afinal, temos uma certa necessidade de encerrar períodos de nossa vida, entendo que isso seja positivo pois o sentimento de passagem nos renova para enfrentar os desafios de todo o processo de nossa caminhada terrena.
 
As festas de final de ano, apesar de todo o apelo comercial e de toda hipocrisia reinante da sociedade formal, nos trazem de alguma maneira reflexões sobre a vida, sobre nosso passado, o presente e o futuro, nos despertam algumas "questões estúpidas" que teimamos em buscar respostas.
 
O ano de 2007 para mim foi o ano do colapso, dos questionamentos, das crises das quais me recupero, mas também foi um ano de transformação, de busca e porque não de algumas conquistas.
 
Que 2008 seja um ano excelente pra todo mundo!
 
Como é um bom costume deixar mensagens de final de ano, resolvi postar desta vez a letra de uma música que vem me batendo há dias, alguns de vocês com certeza conhecem, outros certamente não. Diria que ela é um "canto hippie", uma mensagem útópica na qual acredito, entretanto, não sei quando realmente vai acontecer. Penso que para os dias atuais ela seria uma ótima mensagem de final de ano.
 
 
"Uma terra que já não tem fronteiras,
Senão mãos que juntas formarão,
uma corrente mais forte que a guerra e que a morte,
Já sabemos: o caminho é o amor!
 
Um novo Sol se levanta, sobre a nova civilização que hoje nasce,
uma corrente mais forte que a guerra e que a morte,
Já sabemos: O caminho é o amor!
 
A justiça é a força que traz a paz,
e o amor que leva a perdoar,
A verdade é a força que nos traz libertação
Já sabemos: O caminho é o amor!
 
Quem tem muito, partilha sua riqueza,
Quem manda entende que o poder é um serviço,
Já sabemos: O caminho é o amor!
 
Quem confia contagia com sua vida, e a dor se cobre com amor,
Porque o homem se sente solidário com o mundo,
Já sabemos: O caminho é o amor!"
 
 
 
P.S.: Emo é a Puta que lhe pariu! hahahahaha
 
 
 
Feliz 2008!
Grande Abrassssss!


Escrito por oaraujo às 21h50
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A Terra
 
 
Estava escrevendo outro texto, fui viajar e resolvi jogar tudo fora para escrever este aqui.
 
Viajava de avião na última quarta-feira quando finalmente resolvi reparar, refletir e me perguntar sobre as coisas do mundo.
 
O mundo visto lá de cima é parado, sem muito movimento, você olha pela janela e vê casas pequenas, vias interligadas, rios e plantas, tudo isso dentro de um espaço democrático, dependendo do lugar até parece meio bagunçado mas a visão do céu nos dá uma dimensão de como a vida é importante aqui no planeta Terra.
 
Do céu você vê como o planeta é belo mas também como é frágil e carente de cuidados. A perfeição das árvores, da sinuosidades dos cursos de água, da sombra das nuvens, emociona quem ama o ambiente onde vive, por outro lado, enxergar amontoados de casas e áreas desmatadas nos fazem refletir de que modo estamos cuidando da vida frágil de nosso habitat.
 
Existe um ditado que diz: "Quem ama, cuida". Você já se perguntou se você realmente gosta do planeta onde vive? Será que nossas atitudes estão de fato demonstrando amor?
 
O homem é um ser que faz parte de todo o conjunto da biologia terrestre e como fração de um todo deve buscar interagir de maneira respeitosa com todos os outros participantes deste imenso ser vivo chamado Planeta Terra. Não é possível viver hoje no planeta sem se preocupar com o amor que você sente por ele.
 
A Terra ama o homem e o homem deve amar a Terra. Como em toda relação amorosa, quando uma das partes começa da demonstrar fraqueza e desprezo pelo amor do outro, certamente receberá de volta uma reação não muito amistosa, o que convenhamos não é bom para nenhuma das partes. E é o que vem acontecendo conosco, devido ao nosso total desrespeito com nossa amada Terra, ela por vezes reage de forma ríspida como uma mulher magoada, chora e faz coisas de momento, buscando desabafar da dor que sente pelo desprezo de seu amado. Logo em seguida ela  nos presenteia com sua bela face, como se dissesse "´Só foi aquela vez, da próxima ele melhora..."
 
Eu li há pouco tempo que o único recurso que realmente não é renovável é a vida humana. E cuidar da vida humana, cuidar desta dádiva, passa obrigatóriamente por cuidar de seu local de vida, a Terra.
 
Se não cuidarmos da Terra, perderemos o nosso maior recurso: A nossa vida!


Escrito por oaraujo às 21h04
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E a Universidade?
 
 
 
 
Outro dia estava lendo um comentário sobre a preocupação de nossa classe intelectual com relação a formação crítica de nossos jovens universitários.
 
Realmente, em conversas com o pessoalzinho de universidade tenho percebido um certo distânciamento de assuntos mais conjunturais e uma busca mais específica por questões voltadas ao tão importante "Mercado de trabalho". O assunto é tão polêmico que não dá para discernir em um único texto, mas é preocupante.
 
A enxurrada de "Uni-qualquer coisa" que tem vindo por aí é um indicador deste cenário. É um show de horrores, faculdades que oferecem diploma como cebola na gôndola e que não estão se preocupando com a real formação da classe universitária.
 
Eu sou do tempo (e olha que não faz tanto tempo assim...) onde a universidade era espaço para discussões acadêmicas muito complexas e não uma simples extensão do colegial ou um curso técnico de luxo. A realidade atual nos empurra para uma mediocridade na produção acadêmica sem tamanho o que reflete também na qualidade do ensino e pesquisa das gerações futuras.
 
Poucas são as universidades que ainda se preocupam com a formação de um profissional consciente de seu papel na sociedade, em sua ação ética para a transformação do país. Não se pode aceitar que saiam dos bancos de faculdade profissionais viciados em ler "Você S/A" ao invés de cidadãos preocupados em como poderiam contribuir com o conhecimento adquirido para a melhoria de sua vida e consequentemente da sociedade, infelizmente parece que o individualismo neo-liberal chegou de vez nas universidades.
 
Vemos hoje muito claramente Engenheiros que não sabem escrever um texto claro e Advogados que não sabem calcular, isso é horrível! Talvez seja fruto também de uma educação básica falha, mas fica complicado construir um país onde os profissionais não tem uma formação básica sólida, o que prejudica a caminhada do país rumo ao tão sonhado desenvolvimento sustentável.
 
Há tempos a classe acadêmica das universidades vem reclamando da qualidade das monografias e dos trabalhos de conclusão de curso, afirmando que as pesquisas são sofríveis olhando de vários pontos de vista, tanto dos temas quanto das pesquisas propriamente ditas. É a questão do trabalho mal feito só para cumprir matéria, o que pode tornar a produção acadêmica nacional em um depósito de lixo em poucos anos.
 
Evidentemente há de se olhar para coisas muito mais fundamentais, entretanto é preciso ver com preocupação a realidade da "medíocre-profissionalização" dos cursos universitários que estão colocando de lado a discussão acadêmica para se preocupar apenas em formar analistas de luxo.
 
Que a Universidade volte a ser um espaço de desenvolvimento da intelectualidade brasileira!


Escrito por oaraujo às 13h22
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Dia 01/11 - 1 filme
 

AIDEU - por trás da tela (2007)

Índia

diretor Arup Manna; roteiro Arup Manna; fotografia Arup Manna; montagem Nupur; música Manash Hazarika; elenco Aideu Sandique, Chandana Sarmah, Nabamika Borthakur, Sapunti Bordoloi; produtor Nabamika Borthakur; produtora Trinayan Media Foundation; 81 minutos; color, 35mm
 
Comentário: Que homenagem! O filme conta a história da primeira mulher a atuar no cinema da provincia de Assam na India. Depois do filme a mulher viveu isolada na sua tribo para sempre em represália contra sua "transgressão" aos costumes da época.
 
Aideu Sandique foi uma mulher símbolo na India e deveria ser também um exemplo para todas as outras mulheres do mundo. Mulher que não teve medo de ousar e desafiar a sociedade machista.
 
Um belo filme, encerrando nossa participação na Mostra de Cinema de São Paulo. Coincidentemente terminamos com um filme sobre a história de uma mulher, assim como o primeiro filme que assistimos.
 
Na noite, o filme "O Banheiro do Papa" foi eleito o melhor filme da Mostra deste ano.
 
Ano que vem esperamos participar novamente!


Escrito por oaraujo às 09h30
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Dia 31/01 - 1 filme
 

ZONA DO CRIME (2007)

Espanha / México

diretor Rodrigo Plá; roteiro Laura Santullo; fotografia Emiliano Villanueva; montagem Bernat Vilaplana, Nacho Ruiz Capillas, Ana Garcia; música Javier Navarrete; elenco Daniel Giménez Cacho, Maribel Verdú, Carlos Bardem, Daniel Tovar, Alan Chávez; produtor Álvaro Longoria; produtora Morena Films, Buenaventura Producciones, Fidecine, Estrategia, Jaleo Films, Grup Joan Andreu, Vaca Films; world sales Wild Bunch; 97 minutos; color, 35mm
 
Comentário: Mais do que um roteiro representativo ou uma trama bem elaborada, este filme traz consigo uma bela reflexão sobre a relação entre ricos e pobres. A classe média burra (pela descrição do filme parece-se muito com a nossa) busca a todo custo refugiar-se e isolar-se do mundo real dentro de seus condomínios de luxo onde eles tudo podem e tudo querem. A pobreza excluida vai erradamente buscar subtrair esta diferença.
É um filme que deveria ser assistido por todos para refletir um pouco em que mundo vivemos e para onde estamos caminhando. Eu diria que este filme é o "Tropa de Elite Mexicano" pois mexe muito na ferida da exclusão social. Tomara que saia por aqui!


Escrito por oaraujo às 10h00
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Dia 30/10 - 3 filmes

5 FRAÇÕES DE UMA QUASE HISTÓRIA (2007)

Brasil

diretor Armando Mendz, Cris Azzi, Cristiano Abud, Guilherme Fiúza, Lucas Gontijo, Thales Bahia; roteiro Cristiano Abud; fotografia Luís Abramo, Juarez Pavelak; montagem Armando Mendz, Felipe Minicucci; música Balona, Lucas Miranda, Victor Mazarelo; elenco Jece Valadão, Leonardo Medeiros, Gero Camilo, Cláudio Jaborandy, Murilo Grossi, Luiz Arthur, Nivaldo Pedrosa, Cynthia Falabella; produtor André Carrera; produtora Camisa Listrada Ltda.; world sales Camisa Listrada Ltda.; 95 minutos; color e P&B 35mm
 
Comentário: Bem legal este projeto! São 5 tramas diferentes que se entrelaçam em algum momento dentro do filme e que tratam de alguma forma das obcessões humanas, seja o crime passional, as neuras urbanas, a corrupção do judiciário, a infidelidade.
O cinema de Minas mostrou que é bem competente mesmo! Vale a pena conferir quando sair no circuito comercial!
 

A CASA DE ALICE (2007)

Brasil

diretor Chico Teixeira; roteiro Chico Teixeira, Júlio Pessoa, Sabina Anzuategui, Marcelo Gomes; fotografia Mauro Pinheiro Jr.; montagem Vânia Debs; elenco Carla Ribas, Berta Zemel, Zécarlos Machado, Vinicius Zinn, Ricardo Vilaça, Felipe Massuia; produtor Patrick Leblanc, Zita Carvalhosa; produtora Superfilmes; world sales Wide Management; 94 minutos; color, 35mm
 
Comentário: Penso que a formação de documentarista de Chico Teixeira ajudou na formatação e na reprodução do ambiente de uma família de classe média-média paulistana. Os detalhes estavam perfeitos, nunca vi nenhum filme que reproduzisse tão bem este habitat.
 
A trama é interessante apesar de tratar de um assunto mais óbvio que são os conflitos familiares. Uma mulher que mora com os filhos, maridos e mãe e que vive sua rotina trabalhando como manicure. Os coadjuvantes vivem suas agruras malucas em um microcosmo pronto a explodir.
 
Recomendo!
 

Nos domínios do mal (2007)

Áustria

diretor Peter Koller; roteiro Peter Koller; fotografia Marcus Stolz; montagem Peter Koller, Benjamin Nolde, Peter Hacker; música Stefan Kusch, Malcom Kemp; elenco Birgit Stauber, Aleksandar Petrovic, Kari Rakkola, Faris Endris Rahoma, Peter Richter; produtor Franz Novotny; produtora Novotny & Novotny Filmproduktion GmbH; color digital; color, 35mm
 
Comentário: Peter Koller se propôs a fazer um filme "Tarantinesco". É uma cópia do estilo mas sem a mesma qualidade. Trata-se da história de um casal de namorados que resolve comprar um apartamento e sabe-se lá porque também resolvem matar o corretor. O namorado é digamos um cara meio skinhead machão que se acha o cara até encontrar um mais doido que ele.
Do ponto de vista da zueira é um bom filme!

 



Escrito por oaraujo às 09h51
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Dia 29/10 - 3 filmes
 

HISTÓRIA DE UM REENCONTRO (1983)

Argélia

diretor Brahim Tsaki; roteiro Yamina Kessar; fotografia Allel Yahyaoui; montagem Rachid Mazouza; música Safy Boutella; elenco Boumediene Belasri, Carine Matthis, Alan Gill, Mohamed Arbouz, Lynn Bryan; 80 minutos; color, 35mm
 
Comentário: Todo o filme que trata de crianças relacionando-se com o mundo tem algo de belo. Nesta obra Argelina o plot é a relação entre dois adolescentes de classes diferentes e consequentemente vidas diferentes que apresentam mutuamente suas restrições com relação a figura dos pais. Cada um do seu jeito reclama do seu, e como sempre por conta da ganância do dinheiro.
 
O que torna o filme mais singelo? Tanto a menina quanto o menino são surdos-mudos.
 
 

ESTÔMAGO (2007)

Brasil / Itália

diretor Marcos Jorge; roteiro Lusa Silvestre, Marcos Jorge, Cláudia da Natividade; fotografia Toca Seabra; montagem Luca Alverdi; música Giovanni Venosta; elenco João Miguel, Fabiula Nascimento, Babu Santana, Alexander Sil, Zeca Cenovicz, Carlo Briani, Paulo Miklos, Jean Pierre Noir; produtor Cláudia da Natividade, Fabrizio Donvito, Marco Cohen; produtora Zencrane Filmes, Indiana Production Company; world sales Zencrane Filmes e Indiana Production Company; 113 minutos; color, 35mm
 
Comentário: Consta que o filme fez um certo sucesso no festival do Rio. Conta a história de um migrante nordestino que vem tentar a vida na cidade grande (pra variar né?), entretanto a motivação do filme ligada à arte de cozinhar e a talento natural é que diferenciam o roteiro.
 
Marcos Jorge também aborda a vivência na cadeia, você só vai entender porque no final... Muito legal!
 

A Retirada (2007)

Israel / França / Alemanha / Itália

diretor Amos Gitaï; roteiro Amos Gitaï, Marie-Josee Sanselme; fotografia Christian Berger; montagem Isabelle Ingold; música Simon Stockhausen; elenco Juliette Binoche, Liron Levo, Jeanne Moreau, Barbara Hendricks, Dana Ivgy; produtor Amos Gitaï, Laurent Truchot; produtora Agav Films, Agat Films & CIE, Pandora Films, Hamon Hafakot, R&C Produzioni,Intereurop, ARTE France; world sales Studiocanal; 115 minutos; color, 35mm
 
Comentário: Uma Babel de nacionalidades ( e isto não é ruim), um testamento, um reencontro e um conflito político, tudo isso junto para formar o belíssimo filme de Amos Gitai. A sessão lógico, lotada!
A película conta a história de uma mulher que precisa reencontrar sua filha antes abandonada que mora sabe onde? Na faixa de Gaza! Sabe em que período? Na época da retirada dos colonos judeus em 2005! Tensão total, contando ainda que o irmão da mãe é responsável pelos pelotões que vão forçar a retirada das pessoas de suas casas. Creio que deva sair no circuito comercial. Assita que você vai gostar!


Escrito por oaraujo às 09h31
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27/10 - 2 filmes
 

CÉU DE DEZEMBRO (2007)

Japão

diretor Hiroshi Toda; roteiro Hiroshi Toda; fotografia Hiroshi Toda; montagem Hiroshi Toda; música Mikiko Hasegawa; elenco Shinichi Okayama, Syoji Yamada, Takahiro Yoshida, Ami Ishikawa; produtora Skeleton Films; 83 minutos; color, 35mm
 
Comentário: O filme conta a história da relação entre um vidente e um senhor viuvo a procura da filha. Infelizmente foi o pior que filme que assisti até agora. O roteiro é meio obvio e fraquinho. Diz um pouco sobre as tradições do povo japonês nos seus relacionamentos, tem um pouco de humor mas nada muito empolgante. Não gostei
 
 

MAUS HÁBITOS (2006)

México

diretor Simón Bross; roteiro Ernesto Anaya, Simón Bross; fotografia Eduardo Martinez Solares; montagem Adolfo Ibarrola, Raúl Martínez; música Daniele Luppi; elenco Jimena Ayala, Elena de Haro, Marco Treviño, Emilio Echevarría, Patricia Reyes Spindola; produtor Juan E. García, Mónica Lozano; produtora GB & Associates, Altavista Films; world sales Fortissimo Films; 98 minutos; color, 35mm
 
Comentário: Que filme, que filme! Fotografia legal, bons atores e um plot muito bem feito. É uma crítica à atual sociedade de consumo aliada a alguns dogmas religiosos. O filme trata o paralelo das pessoas que têm uma fé imensa, as neuras de outras com o peso e com a imagem até chegar ao ponto da anorexia!
 
Imagine uma anoxerica que tem uma filha gordinha? Pois é, tem no filme. E em uma jovem freira com uma fé imensa que chega ao ponto de deixar de comer para cumprir as suas promessas!
 
Excelente filme! Deve sair no circuito comercial. Vale a pena ver. Eu acredito que seja um sério candidato a vencer algum prêmio!


Escrito por oaraujo às 19h03
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